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Eu não posso acreditar nisso! _ Cordélia falava enquanto olhava o painel que
marcava o tanque vazio. _ Como você esqueceu de abastecer, Elis?
_ Não me pressiona! Não me pressiona que eu fico nervosa! _ Elis saiu do carro e bateu a porta com força. _ Droga de carro! _ Na intenção de chutar a roda, chutou o painel do carro e machucou o pé. _ AI!
_ Elis! _ as outras duas sairam do carro para socorrer a amiga.
_ Meu pé! Ai, meu pezinho…
_ Você acha que quebrou?
_ Não sei, Luiza! Eu não sou médica! _ Cordélia examinava o pé de Elis.
_ Mas é filha de um! Dá uma olhadinha… Ai, meu pezinho…
_ Se seu pé estiver bom e eu der uma olhada, do jeito que sou, vou acabar deixando ele ruim... _ Cordélia agora aj udava Elis a levantar. _ O que vamos fazer?
_ Como ” o que vamos fazer”? Temos que voltar pra casa! _ Luiza estava mais tensa do que no episódio do banheiro. _ Não podemos deixar ela com o pé assim!
_ E como vamos voltar pra casa? À pé? _ Cordélia apontava para o pé de Elis.
_ Não, vamos telefonar. _ Luiza amparava Elis pelo outro lado.
_ Da onde vamos telefonar? Não reparou que estamos no meio do nada? Nem telefone de emergência essa estrada tem! Se aparecer um maníaco, uma assombração ou um E.T não vamos poder fazer nada! Seremos abduzidas e ninguem vai saber! _ Cordélia gesticulava balançando Elis como se fosse uma boneca.
_ E. Ts? _ Elis fez uma cara de pavor.
_ Calma, não vai aparecer E.T nenhum aqui, Elis. Guarde seu pavor dos alienígenas no bolso. _ dito isso, uma luz surgiu por trás de Luiza. Elis e Cordélia abriram a boca e arquearam as sobrancelhas, Luiza tombou para o lado das amigas. Viram algo se aproximando, era baixo e andava rápido; o formato de seu corpo era ovular, as pernas finas, o tronco redondo...
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