_ Chega! _
Luiza quase gritou, fazendo as poucas pessoas em volta olharem. _ Eu não
posso fazer isso! _ e
saiu em correndo para o banheiro; Elis e Cordélia correram logo atrás.
Olharam por baixo das portas e viram os
pés da amiga batendo de nervoso na quinta cabine.
_ Luluzita… _
começou Cordélia.
_ Não me vem com
Luluzita, Cordélia! Você tá mancomunada com a Elis, vocês querem me enlouquecer… _
respirou fundo e continuou: _ Eu não fui feita pra isso. _ Luiza falava sentada
na tampa da privada enquanto segurava um rolo de papel higiênico; seus olhos
estavam vermelhos. _ Não sou de aventuras. Eu… Eu gosto de segurança, eu
estudo, planejo e executo. Sou tão metódica que não sei como vocês conseguem
ser minhas amigas.
_ Pára com
isso, Luiza! _ Luiza se assustou quando escutou a voz de Elis vindo de
cima;
quando olhou
viu a cabeça da amiga de um lado, por cima de sua cabine e a cabeça de
Cordélia de
outro. _ Você nem é tão chata assim. E você é muito mais corajosa do que
pensa.
_ Até parece… _
fungou Luiza, puxando mais um pedaço de papel.
_ Nem todo
mundo tem coragem de me enfrentar e dizer umas boas verdades como você
faz. Quem coloca minha cabeça no
lugar?
_ Parece que
não tá fazendo muito efeito,né? Olha onde a gente se meteu… _ Cordélia e Elis
se olharam. E Cordélia continuou:
_ Sem contar que você vai precisar de muita
coragem pra enfrentar seus pais quando eles descobrirem nossa aventura.
_ Ai, meus
pais… _ Luiza levou a mão à testa. _ Eu que vou acabar me emancipando… _ As
três se olharam em silêncio e em meio segundo gargalharam. Luiza saiu da cabine
e em seguida a
outras duas também desceram. Se posicionaram de frente para o espelho e
Luiza continuou: _ É
bom que esse plano dê certo.
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